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Márcio Astrini
Quarta, 27/8, às 17h
Márcio é administrador de empresas, e desde 2007 integra a equipe de coordenação da Campanha da Amazônia do Greenpeace Brasil, observando e relatando os males do desmatamento causados pelas queimadas na região. Desde 1999, o Greenpeace investiga e denuncia ilegalidades na exploração e comércio de madeira, e alerta para o desmatamento que vem sendo agravado pela expansão da fronteira agropecuária em direção à floresta. O trabalho do Greenpeace é proteger a Amazônia, que não é apenas a maior floresta tropical do planeta, mas uma das regiões com maior biodiversidade do mundo, que abriga quase metade das espécies de vida conhecidas. Neste bate-papo, Márcio fala dos problemas que atingem a Amazônia e comenta os projetos do Greenpeace na região.
Toda a diversidade confere à Amazônia um rico tesouro biológico. Pouco de sua flora foi estudada até hoje, e seu potencial constitui um patrimônio inexplorado com grande potencial para a descoberta de novos medicamentos, alimentos, cosméticos, óleos e energias. A região também é lar pra cerca de 22 milhões de pessoas, dos quais 220 mil indígenas de 180 etnias distintas, além de muitas comunidades tradicionais, como ribeirinhos, extrativistas e quilombolas. A floresta é fundamental para a sobrevivência desses povos, fornecendo alimentação, moradia, utensílios e medicamentos, além de desempenhar importante papel em suas vidas espirituais.
O papel do Greenpeace na Amazônia é denunciar a corrupção e as causas motivadoras da violência, como a grilagem de terras, a exploração criminosa de madeira e desmatamento ilegal. Também existe um trabalho em parceria com comunidades tradicionais pela criação de áreas protegidas e de uso sustentável, que busquem soluções por um novo modelo de desenvolvimento para a região que alie proteção ambiental com melhoria da qualidade de vida para as populações locais.
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